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Campanha Salarial: bancários definem reivindicações

Categoria participou nesse sábado (19/05) do II Encontro Estadual dos Bancários 2018, em São Luís.

21/05/2018 às 12:43
Ascom/SEEB-MA
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O SEEB-MA promoveu o II Encontro Estadual dos Bancários 2018 nesse sábado (19/05), na sede do Sindicato, na Rua do Sol, Centro de São Luís.

Pela manhã, os dirigentes sindicais Carlão Araújo (SEEB-ES) e Juvêncio Filho (SEEB-RN) debateram com a categoria a conjuntura político-econômica, bem como os desafios da Campanha Salarial 2018.

De forma unânime, os palestrantes defenderam que o foco desta Campanha deve ser a luta pela celebração de um acordo coletivo que impeça a aplicação da Reforma Trabalhista aos bancários.

Para Carlão e Juvêncio, essa reivindicação só será alcançada com unidade de classe, com uma greve forte, que una do escriturário ao gerente geral, além das centrais sindicais, a fim de garantir a manutenção dos direitos adquiridos pelos bancários ao longo da história, como a incorporação de função após 10 anos, dentre outros. 

“Caso haja divisão, a categoria corre sério risco, principalmente, os gerentes, que poderão ser trocados por trabalhadores “pejotizados”, terceirizados, intermitentes, que tem salários menores, menos direitos, além de trabalharem aos sábados” – alertaram os dirigentes sindicais.

À tarde, os trabalhadores se reuniram em grupos para discutir as demandas específicas de cada banco. Dentre as reivindicações comuns: reajuste digno (inflação + 15%); recomposição das perdas salariais; PLR linear; a defesa dos bancos públicos; mais contratações; contra o fechamento de agências; plano de saúde com preço justo e rede conveniada satisfatória; fim do assédio moral; fim das metas; estabilidade no emprego; igualdade de oportunidades; fim das demissões imotivadas; segurança nas agências e nos postos de atendimento; revogação da Reforma Trabalhista; e a continuidade da luta contra a Reforma da Previdência, dentre outras.

Durante a Plenária Final, os bancários aprovaram, por unanimidade, as pautas de reivindicações para a Campanha Salarial 2018, bem como a participação de representantes maranhenses nos congressos nacionais da Caixa Econômica (delegados eleitos - Roseane, Jacinto, Luís Alberto, Igor e Eloy Natan), do Banco do Brasil (delegados eleitos – Luzmarina, Talita, Rubneth, Neguinho, Dilson Aquino e João Siguinez) e dos bancos privados (delegados eleitos – Cássio Valdenor, Regina Sanches e Edna Vasconcelos).

O II Encontro Estadual 2018 foi encerrado com sucesso com um coquetel para todos os presentes. Além dos palestrantes do SEEB-ES e do SEEB-RN, prestigiaram o evento o diretor da AFBNB, Dorisval de Lima, o diretor do Sintrajufe, Saulo Arcangeli, o diretor do SINDVIG-MA, Daniel Pavão, e a diretora da APCEF, Nizete Queiroz. 

Em breve, as pautas detalhadas por banco.

Confira os principais trechos do debate de conjuntura

Segundo o diretor do SEEB-ES, Carlão Araújo, para manter o lucro em alta, os bancos têm recorrido à exploração, ameaças e demissões de trabalhadores insatisfeitos ou adoecidos, pois sabem que há milhares de desempregados querendo entrar no mercado, mesmo que em condições precárias de trabalho.

O diretor do SEEB-ES defendeu a independência do movimento sindical de governos e partidos para que a classe trabalhadora tenha – de fato – autonomia para exigir suas reivindicações, o que não ocorreu na era Lula/Dilma, quando os cutistas ocupavam cargos nos governos do PT.

“A Reforma Trabalhista foi aprovada, pois a Contraf-CUT e outras centrais tentaram costurar acordos com o Governo Temer para manter o Imposto Sindical. Do nada, desmarcaram uma greve geral que seria histórica, acabando com a resistência dos trabalhadores” – avaliou.

Para Carlão, nesta Campanha Salarial, os bancários devem lutar para garantir uma cláusula na CCT que impeça a aplicação da Reforma Trabalhista na categoria. Para isso, será fundamental convencer escriturários, caixas e, sobretudo, a gerência média e geral a participarem da greve.

“Caso contrário, a categoria corre sério risco. Afinal, quem trabalha em banco é bancário. Não é PJ, não é terceirizado nem intermitente. Aos poucos, os gerentes virarão PJ, perderão direitos e salários, e o Judiciário não os salvará. Eles precisam se conscientizar disso” – afirmou.

Na mesma linha de pensamento de Carlão, Juvêncio afirmou que o capitalismo elegeu os direitos trabalhistas e os direitos previdenciários como grandes vilões da crise econômica no mundo inteiro, sendo necessário ceifá-los para que a economia e os lucros voltem a crescer.

Para Juvêncio, os governos seguem a cartilha do capitalismo, de um ser invisível chamado poder econômico. “A esperança de dias melhores não está nas eleições, mas na luta da classe trabalhadora, pois é certo que as reformas continuarão no próximo governo” – ressaltou.

Segundo Juvêncio, o caminho a ser seguido em todas as campanhas salariais é a união da classe trabalhadora. “Deve haver unidade na luta. Do escriturário ao gerente de banco, com os vigilantes e outras categorias. As centrais sindicais podem manter sua independência, mas devem se unir por um bem maior: derrotar a Reforma Trabalhista e impedir que ela seja aplicada aos trabalhadores. É a unidade de classe que vai garantir a vitória!".

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