Sindicato cobrou que expressões assediadoras sejam eliminadas de reuniões com gestores do banco.
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O SEEB-MA participou nessa terça-feira (25/02) de uma reunião com o Diretor Nordeste 1 do Bradesco, César Cabús Berenguer Silvany, responsável por coordenar as ações do banco no Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.
O encontro, solicitado pelo coordenador do SEEB-MA Cláudio Costa, teve como objetivo cobrar explicações sobre expressões assediosas utilizadas pelo Diretor durante reuniões com gestores no Maranhão. "Antes desse encontro, o Sindicato já havia se reunido com o Setor de Relações Sindicais do Bradesco, devido à gravidade dessas falas", ressaltou o coordenador Edvaldo Castro.
“Segundo denúncias, César Cabús tem utilizado o termo “crime inafiançável”, a fim de avisar aos gestores que não conseguirem cumprir a lista de metas exigidas por ele, para irem direto ao RH pedir desligamento, pois não haveria perdão” – criticou Cláudio.
Em sua resposta, o Diretor do Bradesco reconheceu que fez uso do termo, mas que foi mal interpretado. Ele negou que o não cumprimento de metas gere demissão compulsória e afirmou que mudará sua postura nas próximas reuniões com os gestores.
Na ocasião, o coordenador Francisco Sousa destacou que essa mudança deve ser imediata, pois os bancários já estão adoecidos e aterrorizados pela reestruturação do Bradesco, pelos abusos, pelos riscos de demissão e de fechamento de agências.
“Falas, como essa, do alto escalão devem ser cessadas com urgência, pois além de prejudiciais aos funcionários, dão o aval para que os gerentes tratem seus subordinados de igual modo nas agências de base, agravando a situação da categoria” – alertou.
Para o coordenador-geral do SEEB-MA, Rodolfo Cutrim, o Sindicato não tolera qualquer prática de assédio moral e fiscalizará de perto a situação. Caso condutas desse teor continuem, serão acionadas as autoridades competentes em defesa dos bancários.
“A reunião foi proveitosa. O Diretor firmou um compromisso conosco, mas vamos acompanhar, até porque não há motivos para pressionar o funcionalismo, ainda mais no Maranhão, que ajudou e muito a consolidar o alto lucro do banco em 2024” – finalizou.
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