
Mobilização, consciência e unidade como caminhos para enfrentar os desafios da categoria bancária em 2026.
Clique na foto para ampliá-la
Após a confraternização universal do 1º de janeiro, a humanidade se coloca, simbolicamente, diante da possibilidade de iniciar um novo ciclo. É tempo de renovar a rotina, o trabalho, a vida familiar e, sobretudo, de recalibrar rotas, redefinir prioridades e se preparar para os desafios que, sabemos, não tardarão a chegar.
UM PAÍS GOVERNADO PARA POUCOS
Para os trabalhadores, esses desafios são muitos e estruturais. No Brasil, grande parte dos representantes nos governos parece mais comprometida com os interesses da burguesia nacional e com o fortalecimento de suas próprias contas bancárias do que com a melhoria concreta das condições de vida da classe trabalhadora.
No agronegócio, no setor produtivo e no sistema financeiro, a lógica se repete. Ainda que haja avanços pontuais, como a melhora na renda decorrente de ajustes no Imposto de Renda, seguimos reféns do teto de gastos, de um Congresso disposto a se apropriar do orçamento público e de um Judiciário que, em grande parte de suas decisões, tem se mantido distante das demandas dos trabalhadores.
OS DESAFIOS CENTRAIS DA CLASSE TRABALHADORA
Diante desse cenário, torna-se urgente defender, desde as instâncias de governo até o interior do movimento sindical, a garantia de uma democracia plena, o respeito às reivindicações de quem constrói este país e produz suas riquezas: os trabalhadores. O avanço do capital, tendo o sistema financeiro como um de seus principais agentes, impõe desafios ainda mais profundos para 2026.
Entre eles estão a defesa do emprego, dos bancos públicos, a manutenção e a responsabilização das instituições financeiras em relação aos planos de saúde, o enfrentamento da verdadeira pandemia que corrói a saúde mental dos bancários e a luta permanente contra os assédios em suas mais diversas formas.
CAMPANHA SALARIAL EXIGIRÁ AINDA MAIS MOBILIZAÇÃO
Tudo isso em um ano marcado por campanha salarial e eleições, o que exige ainda mais organização, consciência e mobilização. É fundamental que a categoria compreenda que ser bancário não se resume a produzir, cumprir metas e atender às exigências do mercado.
Ser bancário é, antes de tudo, reconhecer-se como parte de uma categoria organizada, com capacidade e responsabilidade histórica de lutar por melhores condições de trabalho, dignidade e reconhecimento frente aos governos e aos patrões.
A LUTA NÃO SE TERCEIRIZA
Não podemos terceirizar nossas lutas. Precisamos tomar as rédeas da história, olhar para o futuro com coragem e nos colocar, enquanto classe, em permanente estado de mobilização. É assim que construiremos um sindicato forte e uma categoria mais respeitada e digna. Essa luta é coletiva e exige a participação de todos. Venha 2026 e seus desafios. Com unidade, consciência e coragem, avançaremos.
Por Rodolfo Cutrim
Coordenador-geral do SEEB-MA
SEEB-MA saúda a gestão reeleita da AFBNB em defesa do Banco do Nordeste
© SEEB-MA. Sindicato dos Bancários do Maranhão. Gestão Trabalho, Resistência e Luta: por nenhum direito a menos!